Os 5 níveis do desenvolvedor nos testes automatizados

Posted by Emerson Macedo on janeiro 15th, 2009

Alguns acontecimentos me fizeram refletir um pouco sobre a relação entre o desenvolvedor de software e os testes automatizados.

Muitas vezes parei pra explicar pra vários colegas de trabalho sobre a importância do assunto, fiz pair-programmming pra ensinar como se faz, em fim, investi muito tempo pra ajudar diversas pessoas com isso. Por incrível que pareça, tem muiiiiiita gente que ainda não entendeu muito bem. Portanto, resolvi classificar a relação entre o desenvolvedor e os testes automatizados em 5 níveis.

São eles:

  1. Ignorante: Esse é o nível no qual o desenvolvedor não sabe direito o que são testes automatizados ou sequer ouviu falar sobre o assunto (acredite, ainda tem gente assim em pleno 2009).
  2. Indiferente: Nesse nível, o desenvolvedor já sabe o que é, mas acha que essa prática/tecnica não serve pra nada. Apenas toma tempo e atrasa a entrega do produto que está sendo desenvolvido. A sensação dele é que sem os testes a entrega seria mais rápida (e a quantidade de bugs tb vão aparecer mais rápido).
  3. Prequiçoso: Nesse nível eu encontro muita gente. É nesse nível onde a ficha caiu mas o camarada não toma coragem pra aprender a fazer os testes automatizados. Ainda existe o medo de perder muito tempo com essa prática e a preguiça impera, impedindo o progresso.
  4. Decidido: Esse pra mim é o nível mais importante. É nessa hora que o desenvolvedor se dá conta que não dá mais pra desenvolver software sem testes automatizados. É nessa hora que o cara pensa: “como eu pude desenvolver sem testes até hoje?”. É nesse momento que inicia-se o aprendizado.
  5. Profissional: Nesse nível, o desenvolvedor já não se sente mais confortável desenvolvendo sem testes automatizados. Desenvolver sem testes o incomoda profundamente. Nesse momento o mesmo está maduro quanto a importância dos testes e a aplicação na prática. O mesmo começa a se tornar um evangelista para os demais desenvolvedores e sempre que pode, fala sobre o assunto. Nesse momento o desenvolvedor pode realmente dizer que é um profissional, pois hoje em dia não se admite mais desenvolver sem ter testes automatizados que garantam qualidade daquilo que se desenvolve.

Em qual nível você está?

Artigo na Revista Visão Ágil edição 5

Posted by Emerson Macedo on novembro 4th, 2008

Visão Ágil 5A Revista Visão Ágil, que sempre apresenta artigos muito interesantes, publicou este mês de outubro a edição número 5 com um artigo meu sobre Os 7 Pecados Capitais de Um time Ágil. O editorial está de parabéns pelo trabalho que fizeram. Realmente a revista ficou ótima.

O Artigo fala um pouco sobre erros comuns de times ágeis. Isso inclui não somente o time, mas P.Os, Scrum Masters e todos os demais envolvidos. Vale a pena conferir.

Os demais artigos também são de excelente qualidade e a leitura dos mesmos é extremamente recomendada.

Meus sinceros agradecimentos ao Manoel Pimentel e Felipe Rogrigues.

Workshop Modelagem Agil e Domain Driven Design – Eu fui

Posted by Emerson Macedo on junho 17th, 2008

No último fim de semana (13 e 14 de junho/2008), participei com alguns amigos do Workshop de Modelagem ágil e DDD promovido pela Fratech em São Paulo.

O Workshop foi bem interessante, abordando temas atuais e de extrema importância no conhecimento do Desenvolvedor de Software.

No primeiro dia, o foco foi bastante em FDD, M3 e Agile Draw. Foi bem legal esse primeiro dia, pois eu experimentei algumas técnicas que nunca havia tentado. Confesso que não simpatizei muito com a modelagem com as figurinhas, nem muito com a FBS, mas eu vou pensar mais sobre o assunto e tentar me aprofundar um pouco pra tirar melhores conclusões.

Da esquerda pra direita: Colega de verde(rs), Gustavo, Eu, Colega de Branco(rs)

No segundo dia, o foco foi todo vontado para Domain Driven Design e UML em Cores. Foi bem interessante, pois o assunto tem um hype nos dias de hoje e é um assunto bastante motivador também.

A técnica de UML em Cores me ajudou um pouco a identificar algumas coisas em Model Driven Design, mas ainda assim, preciso testar mais pra definir se usarei essa técnica.

No mais gostaria de dar os parabéns ao Felipe Rodrigues e o Manoel Pimentel pelo evento que foi muito legal e tenho certeza que surgirão outros.

Da esquerda pra direita: Adndré, Eu, Felipe, Gustavo e Manoel

O unico problema é ter que se despencar do Rio de Janeiro toda vez, pois aqui estamos meio carentes de coisas do tipo, exceto pelo fato que as ultimas reuniões do RioJUG foram excelentes.

Ta cada vez pior viu

Posted by Emerson Macedo on maio 22nd, 2008

Esses dias eu estava procurando um curso básico em informática para minha esposa, que nunca gostou de computador, mas já se convenceu que não dá mais pra correr, rs. Acontece que me deparei com um curso profissionalizante chamado Programador de Sistemas. Será que alguém aprende a ser um programador com 30 horas de lógicca, 30 horas de modelagem de dados, 45 horas de VB.Net (que provavelmente só vai ensinar Visual Studio.Net) e 45 horas de Delphi? (Meu Deus, Delphi em 2008?). É uma irresponsabilidade total criar um curso desses pra enganar pessoas dessa forma. Eu jamais daria um curso desses, sabendo que a coisa não é tão simples assim.

Sabe o que eu fico pensando disso tudo?

  1. A coisa ta cada vez pior em termos de ensino para um programador
  2. Coitado das pessoas que tão entrando nesses cursos e achando que sairão profissionais em programação
  3. Mais e mais gente despreparada entrando no mercado
  4. Mais projetos indo pro buraco
  5. Os poucos que são bons ganhando cada vez mais (Parece bom, mas tem os efeitos colaterais, que é você ter dificuldade de arrumar um lugar legal pra trabalhar, visto que a quantidade de profissionais preparados está ficando cada vez menor)

Por que todo mundo acha que pode ser programador? Eu acho que se eu tivesse que ser médico, morreria de fome, pois só de olhar sangue já fico tonto. As pessoas tem talentos diferentes e programação não é aprender a usar ferramentas. Programação é criação. Criação é talento. Talvez eu não tenha talento pra criar uma logomarca, mas para criar um software sim. E outra pessoa o inverso, que seja.

Cada um na sua, por favor.


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